NEGÓCIOS

Volume de usuários de planos de saúde de operadoras do Rio cai pela metade em cinco anos

As três maiores operadoras de planos de saúde fluminenses viram sua presença cair pela metade entre 2020 e 2025. Nesse…

As três maiores operadoras de planos de saúde fluminenses viram sua presença cair pela metade entre 2020 e 2025. Nesse período, a Unimed-Rio perdeu 70% de usuários, a Golden Cross foi liquidada e a Assim Saúde, cuja carteira diminuiu cerca de 15%, foi vendida para um empresário da área de corretagem, há 20 dias. Em 2020, essas três operadoras detinham cerca de 1,5 milhão de usuários e, no ano passado, o número girava em torno de 800 mil. O volume total de pessoas com convênio médico no Rio de Janeiro manteve-se estável nos últimos cinco anos, na casa dos 5,5 milhões. Mas, considerando que o setor teve uma expansão de 11% desde 2020, o Estado perdeu espaço, acelerando menos de 4%. O Rio de Janeiro é o terceiro maior Estado em volume de usuários de planos de saúde, perdendo para Minas Gerais com 5,9 milhões e São Paulo, que lidera com 18,6 milhões. Apesar dessa atratividade, muitos hospitais e outros estabelecimentos de saúde do Rio enfrentam dificuldades financeiras devido aos passivos deixados por essas operadoras de planos de saúde. Criou-se um problema sistêmico no setor da saúde fluminense. A Unimed-Rio/Ferj tem dívidas de cerca de R$ 2 bilhões com os prestadores de saúde. A Golden Cross fechou as portas e deixou passivos de cerca de R$ 200 milhões, segundo a Associação dos Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (AHERJ). Os problemas começaram com a Unimed-Rio, que era a maior operadora da região. Em 2020, a empresa tinha 767 mil beneficiários e, hoje, são 205 mil. A crise se arrasta há mais de uma década. Em menos de dois anos, a gestão já foi repassada para a Ferj (Federação das Unimeds do Rio de Janeiro) e Unimed-Brasil. A Golden Cross, que já foi a operadora de planos de saúde mais conhecida no país nos anos 1980, teve a liquidação extrajudicial decretada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em maio de 2025. A venda da Assim Saúde para o empresário Rafael da Motta está em análise pela ANS. Motta é fundador da corretora Case e hoje preside o conselho da unidade brasileira da Arthur Gallagher, corretora americana. Outras operadoras, de atuação nacional, como Amil e Hapvida, vêm expandindo presença no Rio. Em meados de 2024, a Amil fez um acordo com a Golden Cross de compartilhamento de riscos, em que os clientes da operadora carioca eram atendidos em hospitais, clínicas e laboratórios credenciados da Amil. O pagamento das mensalidades dos planos de saúde dos usuários da Golden era revertido à Amil. Os clientes em boas condições conseguem migrar para outras operadoras. No entanto, aqueles que apresentam históricos de doença ou idade avançada enfrentam dificuldades ou muitas vezes não conseguem contratar outro plano de saúde. Arquivo/Agência Brasil

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “Volume de usuários de planos de saúde de operadoras do…”?
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Larissa Monteiro

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