AGRONEGÓCIO
Trump publica mensagem de senador que diz que agricultores brasileiros pagam menos por sementes de milho e pede por redução de preços
Publicação do presidente dos EUA, Donald Trump, em 3 de setembro de 2026, às 22:02. Reprodução O presidente dos Estados…

Publicação do presidente dos EUA, Donald Trump, em 3 de setembro de 2026, às 22:02. Reprodução O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na noite de quinta-feira (3) um pedido do senador Chuck Grassley por medidas para reduzir o preço de fertilizantes, sementes e outros insumos aos produtores rurais americanos. No pedido, o senador, que é produtor rural e próximo de agricultores do estado de Iowa, cita um dado da National Corn Growers Association, associação de produtores de milho dos EUA, que diz que os americanos pagam 68% a mais pelas sementes de milho do que os brasileiros. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Brasil é o principal concorrente dos Estados Unidos no mercado global de milho, especialmente nas vendas à China. Os americanos lideram as exportações mundiais, seguidos pelos brasileiros, segundo o Departamento de Agricultura americano. Agora no g1 O texto da postagem diz ainda que “empresas americanas que produzem sementes, fertilizantes e produtos químicos” estão vendendo seus produtos no Brasil “com grandes descontos”. “É fácil perceber que, se o senhor pressionar essas empresas, como fez com as farmacêuticas, não será necessário destinar US$ 11 bilhões aos agricultores como ajuda temporária”, disse Grassley. “Por favor, analise essa questão. Caso constate uma injustiça contra os agricultores americanos, anuncie alguma medida em breve, mesmo que não seja possível chegar a um acordo imediatamente”, acrescentou Grassley, que cultiva milho e soja em New Hartford, no nordeste de Iowa. Produtores pressionam Trump Agricultores dos Estados Unidos, sobretudo do Cinturão do Milho — região que inclui o estado de Iowa —, têm pressionado o presidente Trump por medidas para aliviar a alta dos insumos agrícolas. Segundo eles, o setor enfrenta a pior crise de rentabilidade em décadas. Os gastos com diesel, fertilizantes, sementes e máquinas dispararam, em um cenário agravado pela guerra no Irã e por problemas logísticos. Ao mesmo tempo, os preços do milho e da soja continuam baixos, enquanto os tarifaços de Trump reduziram as vendas para outros países. Pecuaristas americanos também pressionam o presidente. O rebanho bovino do país está em seu menor nível em 75 anos, após períodos de secas extremas e aumento dos custos de produção. Nesta semana, Trump anunciou uma série de medidas para ajudar os pecuaristas do país, que incluem crédito para pequenos frigoríficos, ampliação de áreas disponíveis para pastagem e medidas para aumentar a presença da carne produzida nos EUA em compras do governo. O anúncio aconteceu após o presidente ter estabelecido cotas de importação de carne magra para tentar reduzir preços no país, o que desagradou pecuaristas americanos. A medida passou a valer em 1º de setembro e vale por 90 dias.
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