AGRONEGÓCIO

Mercado internacional amplia oportunidades na produção da lichia paulista

Foto: Pixabay A região de São Paulo domina a produção brasileira de lichia, correspondendo atualmente 80% da produção nacional. O…

Foto: Pixabay

A região de São Paulo domina a produção brasileira de lichia, correspondendo atualmente 80% da produção nacional. O principal polo fica localizado no sudoeste paulista, na cidade de Itaí, com cerca de 170 hectares de pomares em crescimento. Logo em seguida vem Paranapanema com 20 hectares. A expectativa é que a área da região ultrapasse 200 hectares na próxima safra.

O cenário comercial da fruta tem se tornado interessante ao Brasil por conta da época de suas colheitas. Enquanto locais como a China, que é a principal produtora do mundo, a colheita ocorre em maio, em nosso país as colheitas ocorrem principalmente entre dezembro e fevereiro, período de verão. Esse fato diferencia nosso produto, pois as datas se encaixam com as festas de fim de ano da Europa, onde existe alta demanda pelo produto.

Atráves dessa oportunidade, a lichia paulista permite que nessa janela o preço da fruta seja competitivo no mercado europeu. Para se ter uma ideia, hoje existem pedidos de até 150 toneladas destinados a exportação.

Euvaldo Neves Pereira Junior, engenheiro agrônomo e chefe da Cati Regional Avaré, comenta essa alternativa no mercado internacional, “A nossa época de colheita favorece a exportação da fruta a preços muito competitivos para o mercado europeu, onde a mesma é muito consumida nas festividades de final de ano.”.

Clima favorável

Para cultivo desse tipo de fruto alguns fatores favorecem sua produção. Inverno seco e frio, ausência de geadas, altitudes entre 600 e 700 metros e verão quente e chuvoso são alguns deles. Por conta disso, as regiões paulistanas se tornam perfeitas para o plantio.

A lichia tem características um pouco diferentes das frutas tradicionais, visto que os pés do fruto tem vida produtiva longa, de 30 a 300 anos, sem necessidade de renovação do pomar. Isso permite que produções sejam mantidas por décadas.

A variade chamada de bengal é a mais comum, porém produtores de Itaí já cultivam outros sete tipos no país. A mercadoria também pode ser transformada e vendida como aguardente, mel de flor de lichia, produto congelado, desidratado ou liofilizado.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Fonte: Canal Rural

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “Mercado internacional amplia oportunidades na produção da lichia paulista”?
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O que a matéria explica sobre “Clima favorável”?
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Camila Pacheco

Camila Pacheco

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