ECONOMIA
Congresso da Bolívia prorroga estado de exceção por 90 dias diante de possíveis protestos
O Congresso da Bolívia aprovou nesta quinta-feira, a pedido do presidente Rodrigo Paz, a prorrogação por 90 dias do estado…

O Congresso da Bolívia aprovou nesta quinta-feira, a pedido do presidente Rodrigo Paz, a prorrogação por 90 dias do estado de exceção decretado em junho, em meio ao temor de uma retomada dos protestos que paralisaram partes do país sul-americano e ao crescente descontentamento social dos bolivianos. A medida, que ficará em vigor até dezembro, permite o apoio das Forças Armadas à polícia e proíbe bloqueios de ruas e estradas. O governo, que foi representado em sessão da Assembleia Legislativa pelos ministros de Governo, Marco Antonio Oviedo, e da Defesa, Ernesto Justiniano, justificou a extensão afirmando que há possibilidade de uma retomada de marchas, paralisações e bloqueios. Segundo eles, os atos podem acabar afetando o abastecimento de combustíveis, alimentos, medicamentos e outros setores considerados estratégicos. Em contrapartida, o deputado oposicionista Gabriel Corvera afirmou que a medida trata os sintomas, e não os problemas subjacentes da Bolívia. Inicialmente, o estado de exceção foi adotado após mais de 50 dias de manifestações entre maio e junho, que atingiram principalmente a capital La Paz e a cidade vizinha de El Alto. Apesar das restrições, os protestos continuaram em diferentes partes do país, impulsionados pelo agravamento da crise econômica. O setor empresarial, por sua vez, defendeu que a decisão fosse prorrogada, tendo até mesmo proposto a aprovação de uma lei contra o bloqueio de estradas. A Assembleia Legislativa de Santa Cruz, região que é o motor econômico do país, por sua vez, aprovou uma norma contra bloqueios em sua jurisdição. Para além dos protestos, o governo de Paz tem voltado sua atenção para a violência criminosa, sobretudo após uma série de assassinatos em rotas do tráfico de drogas próximas à fronteira com o Brasil, segundo informações da Associated Press. Diante do agravamento da situação, o presidente boliviano ordenou a militarização de uma área da região fronteiriça após o registro de quatro mortes em pouco mais de 24 horas. (Com agências internacionais)
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