ECONOMIA
Açúcar bruto atinge máxima em 16 meses; café arábica cai quase 4%
Os contratos futuros de açúcar bruto na bolsa ICE atingiram uma nova máxima de 16 meses nesta quarta-feira, à medida…

Os contratos futuros de açúcar bruto na bolsa ICE atingiram uma nova máxima de 16 meses nesta quarta-feira, à medida que aumentavam as preocupações com a oferta indiana e a safra brasileira, enquanto o café arábica caiu para uma mínima de cinco semanas.
O primeiro contrato do açúcar bruto fechou com alta de 0,34 centavo, ou 1,9%, a 18,70 centavos por libra-peso, após subir 3,1% na terça-feira. O mercado atingiu o preço mais alto desde abril de 2025 durante o pregão, a 18,77 centavos.
Operadores afirmaram que a escassez de oferta e os preços internos elevados na Índia, principal consumidor, contribuíram para impulsionar a recente alta, juntamente com a perspectiva de menor produção na União Europeia e na Tailândia.
Um trader indiano disse que a solicitação do governo para que as usinas antecipem a colheita, a fim de melhorar a oferta interna e reduzir a pressão sobre os preços, pode prejudicar a produtividade, já que as culturas ainda não estão totalmente maduras.
No Brasil, principal produtor, há previsão de pelo menos 50 milímetros de precipitação nos próximos dez dias para a principal região canavieira de Ribeirão Preto, o que deve interromper as operações de colheita.
O preço do açúcar branco subiu 1%, para US$ 539,20 por tonelada métrica.
Café
O café arábica fechou em queda de 11,35 centavos, ou 3,7%, a US$ 2,981 por libra-peso, após atingir uma mínima de cinco semanas de US$ 2,9535.
Os operadores afirmaram que houve uma recuperação nas exportações do Brasil à medida que a colheita se aproxima do fim, o que ajudou a aliviar a escassez de oferta no curto prazo.
“Os preços mais altos nas últimas duas semanas, combinados com o fim da colheita, levaram os diferenciais no Brasil a níveis atraentes para os exportadores”, afirmou Ilya Byzov, trader da Sucafina, em uma nota.
“Compras adicionais por parte dos exportadores significam mais operações de hedge em futuros, o que exerce pressão sobre o mercado”, disse ele.
A Cooxupé, maior cooperativa cafeeira do Brasil, informou na quarta-feira que seus produtores haviam colhido 91,9% da safra de 2026 até 28 de agosto, um aumento em relação aos 87,5% registrados uma semana antes, mas abaixo dos 94,9% registrados no mesmo período do ano passado.
O café robusta caiu 1,6%, para US$ 3.406 a tonelada, após atingir uma mínima de dois meses e meio, de US$ 3.381.
Cacau
O cacau de Londres fechou em baixa de £ 238, ou 4,9%, a £ 4.579 por tonelada. O mercado havia subido para uma máxima de um ano de £ 4.988 na terça-feira.
Os operadores afirmaram que ainda pode haver um excedente global, apesar da queda prevista na produção da Costa do Marfim, principal produtora, na safra 2026/27, que teve início nesta semana.
“Esperamos que o excedente global de cacau diminua drasticamente, passando de 442 mil toneladas em 2025/26 para 82 mil toneladas em 2026/27, o que sustentará um piso de preço mais firme”, afirmaram analistas da BMI em nota divulgada na quarta-feira.
Os amplos estoques de cacau devem ajudar a amenizar qualquer impacto de condições climáticas adversas na produção global, afirmou um executivo da Mondelez International nesta quarta-feira.
O cacau de Nova York recuou 4,5%, para US$ 6.273 por tonelada.
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