ECONOMIA
Expectativa de cofundador da Parfin é que todo o mercado financeiro seja ‘on-chain’
Segundo o executivo, a tokenização mudou de estágio nos últimos anos, e passou a envolver projetos em produção e consultas de instituições interessadas principalmente em crédito, FIDCs e recebíveis

A Parfin, empresa anglo-brasileira de infraestrutura para ativos digitais, vê a tokenização entrando em uma nova fase no mercado financeiro, com projetos mais concretos em bancos, infraestruturas de mercado e gestoras de recursos. Segundo Alex Buelau, cofundador e CPTO da companhia, a aproximação entre finanças tradicionais e blockchain deve avançar nos próximos anos. “A nossa expectativa é que o mercado financeiro inteiro seja on-chain”, afirmou Buelau ao Valor. “A junção do mercado tradicional, que a gente chama de TradFi, com esse mercado de blockchain é onde está o caminho.” A empresa vai lançar nesta terça-feira (25), na Febraban Tech, a Rayls Sovereign, plataforma voltada a instituições financeiras que querem operar produtos tokenizados em uma rede privada, mas com conexão a blockchains públicas. A tecnologia permite que cada instituição tenha sua própria blockchain, instalada em seu ambiente tecnológico e sob seu controle, preservando dados, chaves, regras de segurança e governança. Uma instituição pode tokenizar ativos em uma rede privada e permissionada e, depois, levar parte ou a totalidade desses ativos para uma rede pública, ampliando a distribuição. A plataforma pode ser usada para depósitos tokenizados, stablecoins, recebíveis e outros ativos financeiros. As informações sensíveis permanecem dentro dos sistemas da instituição; em transações externas, são compartilhados apenas os dados ou provas criptográficas necessários. Segundo Buelau, esse modelo responde a uma preocupação recorrente de bancos e gestoras: como operar em blockchain sem abrir mão de controles de compliance, privacidade e regulação. “Você poder fazer isso dentro de uma rede permissionada te dá muito mais segurança, porque aí você não está exposto”, disse. O executivo afirma que a conversa sobre tokenização mudou de estágio nos últimos anos, e a agenda passou a envolver projetos em produção e consultas de instituições interessadas principalmente em crédito, FIDCs e recebíveis. “A tokenização está bem quente. Dois, três anos atrás, a conversa era muito filosófica”, afirmou. Na avaliação de Buelau, a tokenização pode ampliar a distribuição de ativos brasileiros, especialmente instrumentos de crédito. “O que as assets querem tokenizar? Principalmente crédito, FIDC, recebível. Porque elas querem vender, distribuir os ativos. E meio que chega no limite do mercado brasileiro. Na blockchain, você consegue botar isso numa rede global e achar compradores do mundo inteiro”, disse. O executivo também citou o avanço da discussão regulatória nos Estados Unidos como um fator que pode dar mais segurança ao mercado. Segundo ele, a eventual aprovação do Clarity Act, projeto em debate no país, tende a ampliar a confiança em operações com tokens.
Perguntas frequentes
Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.
- Sobre o que trata “Expectativa de cofundador da Parfin é que todo o mercado…”?
- Segundo o executivo, a tokenização mudou de estágio nos últimos anos, e passou a envolver projetos em produção e consultas de instituições interessadas principalmente em crédito, FIDCs e recebíveis
- Por que Economia importa agora?
- O tema impacta decisões e debates cotidianos ligados a Economia. A redação destaca fatos, datas e implicações práticas sem substituir orientação profissional personalizada.
- Quem edita o conteúdo do Estrato Agro?
- A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato Agro, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://agro.estrato.cc/equipe/.
- Quais fontes o Estrato prioriza?
- Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
- Como solicitar correção de uma matéria?
- Envie o pedido pela página de Correções (https://agro.estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://agro.estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
- O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
- Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
- Onde acompanhar a política editorial do Estrato Agro?
- Metodologia, ética e transparência estão em https://agro.estrato.cc/metodologia/, https://agro.estrato.cc/etica-editorial/ e https://agro.estrato.cc/politica-editorial/.
- Como o Estrato trata temas sensíveis (YMYL)?
- Temas que afetam dinheiro, saúde e bem-estar recebem revisão editorial reforçada, disclaimer visível e links para páginas institucionais de metodologia e correções. Portal: https://agro.estrato.cc/