ECONOMIA

PF diz que Roberta Luschinger teria pago passagem de Lulinha em espécie

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao lado do pai na missa de um ano da morte da mãe,…

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao lado do pai na missa de um ano da morte da mãe, Marisa Leticia Edilson Dantas/Agência O Globo A empresária Roberta Luschinger, apontada pela Polícia Federal como lobista que atuava junto ao governo federal, fez “significativas movimentações de valores em espécie” e usou parte destes valores para pagar uma agência de viagens que pagou passagem para o filho do presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha vir à Brasília. As informações fazem parte do inquérito aberto pela Polícia Federal para investigar o filho do petista, Roberta e outras pessoas por suspeita de tráfico de influência junto ao governo federal e foram reveladas pela Folha de S. Paulo e confirmadas pelo Valor. Segundo o relatório da investigação, em 25 de junho do ano passado, Roberta fez “duas coletas em espécie com terceiro desconhecido” nos valores de R$ 100 mil e R$ 200 mil. Deste valor, segundo a PF, R$ 50 mil foram destinados a uma agência de viagens que custeou passagens de R$ 2 mil para Lulinha e Roberta viajarem de Brasília para São Paulo. Meses depois, em agosto, a PF identificou um diálogo transcrito de Roberta no qual ela disse que não poderia gastar mais com passagens, porque já estava gastando R$ 100 mil por mês em uma casa usada por Lulinha. O diálogo não deixa claro qual imóvel seria este. A PF aponta ainda que Roberta pedia a seu motorista Ulisses Barbosa Viana Júnior, “para realizar significativas movimentações de dinheiro em espécie”. Os investigadores destacam o recebimento dos R$ 300 mil em 2025. Na ocasião, Roberta diz a Ulisses: “Quando você pegar o dinheiro me avisa”. Ele responde: “Acabei de pegar tudo, tô levando pra sua residência. Não contei… pq está em pacotes lacrados”. “Chegando na residência eu passo o valor total. Uns 20 min”, diz o motorista, que, em seguida, afirma que são “100 + 200”. Roberta pede para ele depositar R$ 50 mil na conta da consultoria dela e R$ 50 mil na conta da agência de viagens. Na sequência pede para ele repassar outros valores a pessoas não identificadas pela PF. Ulisses responde “ok”, depois manda uma foto de um armário e diz: “Restante tá atrás das roupas”. A empresária ainda envia ao motorista uma captura de tela com o bilhete eletrônico do voo que fará com Lulinha. Ela diz que chegará com ele pela entrada das autoridades às 16h30, e avisa: “cê esteja lá, por favor”. O Valor apurou que o relatório da PF traz um conjunto de mensagens sobre as transações, mas o vínculo delas com o suposto lobby de Roberta e Lulinha para tentar obter um contrato de venda de canabidiol junto ao Ministério da Saúde ainda não está claro. A corporação pretende avançar nas investigações a partir do conjunto de mensagens e outras informações, como quebras de sigilo bancário, levantadas na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos no INSS. Procuradas, as defesas de Lulinha e Roberta ainda não se manifestaram. Desde que os inquéritos contra eles vieram à tona, as defesas vem criticando os vazamentos e negando irregularidades. Ao Valor, o advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, afirmou semana passada que ele não tem relação direta ou indireta com nenhum tipo de negócio envolvendo a administração pública. A defesa de Roberta também criticou os vazamentos na semana passada. “Os autos estão sob sigilo, os vazamentos enfraquecem as investigações, atrapalham a justiça e tem sido utilizados politicamente”, disse o criminalista Roberto Podval.

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “PF diz que Roberta Luschinger teria pago passagem de Lulinha…”?
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Gustavo Azevedo

Gustavo Azevedo

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