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Lula e Flávio encerram campanha com foco no Sudeste e ao lado dos candidatos ao governo em SP
Atos de campanha de Lula, no Rio, e de Flávio Bolsonaro em Montes Claros (MG) Fotos: Ricardo Stuckert e Reprodução/Facebook…

Atos de campanha de Lula, no Rio, e de Flávio Bolsonaro em Montes Claros (MG) Fotos: Ricardo Stuckert e Reprodução/Facebook – Flávio Bolsonaro No último dia de campanha antes do primeiro turno, os dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas farão agendas em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, neste sábado (3). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou uma caminhada pela Avenida Paulista. Já Flávio Bolsonaro (PL) optou por uma “motocarreata”. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também terá uma agenda no Rio, seu berço político, nesta véspera de eleição. A estratégia dos dois candidatos visa marcar presença em um reduto eleitoral considerado estratégico para uma eventual disputa de segundo turno. Datafolha: Flávio Bolsonaro e Lula estão em situação de empate técnico em São Paulo Em MG, Lula tem 42% e Flávio, 36%; veja os resultados no RJ, DF e PE Brasil vai às urnas para a disputa mais acirrada da história do país Lula fará uma caminhada na tentativa de mobilizar seus eleitores e reduzir a abstenção para o domingo (4), além de reforçar a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do Estado. O ato também servirá para reforçar o apoio às candidatas ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Auxiliares do presidente reconhecem, nos bastidores, dificuldade de eleger as duas, especialmente por conta da força do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa, mas trabalham com a possibilidade de conseguirem, ao menos, uma das cadeiras. O Senado é uma das principais preocupações dos dois candidatos nesta campanha. Neste ano, haverá a renovação de dois terços. A Casa tem a prerrogativa de analisar questões sensíveis para o governo, como processos de impeachment de ministros do Supremo. Apesar da preocupação com Flávio, integrantes da equipe política de Lula demonstram confiança na capacidade de o presidente conquistar votos na reta final. A avaliação, segundo esses interlocutores, é que parte dos eleitores ainda indecisos pode optar por um candidato considerado mais “seguro”. Neste caso, o petista teria vantagem, já que, se vencer neste ano, irá ao quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. Enquanto isso, o candidato do PL optou por participar de uma motocarreata de Santa Bárbara do Oeste a Americana, ao lado do governador Tarcísio, que disputa a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. Assim como o petista, Flávio também buscará impulsionar as candidaturas de seus dois candidatos ao Senado no Estado, André do Prado (PL), e Guilherme Derrite (PP), que participarão do ato ao lado do candidato ao Planalto pelo PL. O filho de Bolsonaro busca ampliar o desempenho no Estado e aposta na imagem de Tarcísio na reta final da campanha para alcançar eleitores de setores mais ao centro, que não necessariamente votam no bolsonarismo. A expectativa é que o governador do Estado possa ajudar a ampliar a vantagem que o presidenciável já tem sobre Lula em São Paulo, segundo as pesquisas. O petista venceu a eleição no estado de São Paulo, em 2022, mas perdeu na capital paulista. Caso Master, bets e padroeira. Relembre os principais momentos da campanha Quais os desafios e as propostas dos candidatos à Presidência para o país Depois de São Paulo, Flávio seguirá para o Rio de Janeiro, onde participará de uma motocarreata em Campo Grande. O Estado é o berço político do senador e foi também o escolhido para inaugurar a campanha de Flávio, com o primeiro ato realizado na Praia de Copacabana. Flávio é natural de Resende, e ele e os irmãos, Carlos e Eduardo, cresceram em um condomínio na Vila Isabel, zona norte do Rio. O filho mais velho de Bolsonaro chegou ao Senado em 2018, quando recebeu mais de 4,3 milhões de votos, tornando-se o mais votado na disputa por uma vaga na Casa pelo Rio de Janeiro naquele ano. Assim, Flávio iniciou e pretende finalizar a campanha presidencial no seu reduto eleitoral. Reta final A preocupação com o cenário eleitoral levou a campanha de Lula a concentrar, nesta reta final, viagens em Estados considerados estratégicos. Nesta semana, por exemplo, ele esteve duas vezes em Minas Gerais, passou pelo Rio de Janeiro e fez campanha na Bahia. De olho num primeiro turno polarizado, o PT direcionou a comunicação para grupos considerados decisivos, como mulheres, indecisos, idosos, religiosos e famílias. A estratégia foi reforçada por anúncios e medidas do governo voltados a esses segmentos, numa tentativa de responder a temas que aparecem como obstáculos à campanha petista. Entre eles, estão o custo de vida, o preço dos alimentos e a dificuldade de comunicação com parte do eleitorado religioso. Lula apresentou algumas medidas na reta final da campanha, como a utilização do comparecimento às urnas como comprovação de prova de vida para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Desenrola 3.0 para renegociação de dívidas, proibição das bets e seus operadores e o reajuste do Bolsa Família para R$ 691. Internamente, o PT trabalha com a avaliação de que a eleição presidencial dificilmente será definida no primeiro turno. Integrantes da legenda consideram, porém, que a disputa pelo governo de São Paulo tende a acabar já no domingo (4), com a vitória do atual governador. A intenção é manter a presença do presidente em São Paulo, mesmo se Haddad for derrotado no primeiro turno, com foco na capilaridade da campanha e a articulação política pelo interior. Para isso, o partido também escalou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para reforçar a interlocução com prefeitos e ampliar a mobilização no Estado. Na sexta-feira (2), Flávio visitou Minas Gerais, apostando na popularidade do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), e participou de um ato batizado de “Bloquinho do Nikolas Ferreira”, em Montes Claros. Minas é considerado um Estado estratégico, que pode decidir a eleição. No campo bolsonarista, a estratégia na reta final foi adotar uma campanha pelo voto útil, tentando atrair quadros da direita que inicialmente apoiavam outros nomes no primeiro turno para já declarar apoio a Flávio esta semana. Além disso, o entorno de Flávio buscou explorar o que classificam como “interferência do Poder Judiciário” nas eleições, em referência à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e às decisões desta semana da Corte e da Justiça Eleitoral que acabaram levando ao cancelamento do debate presidencial pela TV Globo – o que bolsonaristas associam à “censura” e a um desequilíbrio do pleito a favor de Lula. No núcleo duro da campanha bolsonarista, alguns estão otimistas com uma possibilidade de vitória em primeiro turno, com base em levantamentos internos que mostram Flávio a frente de Lula. Os mais realistas, no entanto, trabalham com um cenário de disputa acirrada, que levará inevitavelmente a um segundo turno. A estratégia, neste caso, será explorar mais a presença de Tarcísio na campanha, além de outras figuras marcantes para o bolsonarismo, como Nikolas Ferreira. Na avaliação de integrantes da campanha, o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e a crise no Supremo continuarão a pautar eleitores. A estratégia é tentar associar o magistrado a Lula – ainda que ele tenha sido indicado à Corte pelo então presidente Michel Temer. Os levantamentos divulgados nos últimos dias mostram uma disputa presidencial apertada. Se o pleito for para uma segunda etapa, cenário visto como mais provável, a equipe do petista considera essencial que Lula chegue ao final das apurações de domingo como primeiro colocado. A campanha de Flávio tem a mesma pretensão e considera que, se isso ocorrer mesmo em um cenário de divisão na direita, com outras candidaturas postas, será um “gás” para a campanha do segundo turno.
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