INTERNACIONAL
USDA aposta em satélites e IA em dados de safra para recuperar confiança dos agricultores
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) está lançando um projeto-piloto que contará mais fortemente com a tecnologia, como…

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) está lançando um projeto-piloto que contará mais fortemente com a tecnologia, como parte de um esforço mais amplo para aprimorar suas estimativas de área plantada e produtividade das safras americanas, afirmou a secretária Brooke Rollins nesta terça-feira (1), em um momento em que a agência enfrenta críticas crescentes de agricultores e comerciantes quanto à confiabilidade dos dados agrícolas do governo.
Rollins discutiu o plano de modernização de dados do USDA na Farm Progress Show, em Boone, Iowa, após uma série de audiências com agricultores e grupos agrícolas que durou um mês.
“Realizaremos um projeto-piloto para avaliar o uso de imagens de satélite aprimoradas, trabalhando com a Nasa e outras agências do governo federal em todo o país para descobrir como podemos tornar esses relatórios mais precisos”, disse Rollins durante a conferência agrícola.
De acordo com o plano, o projeto utilizará ferramentas geoespaciais e modelos de cultivo, juntamente com pesquisas com agricultores, para estimar a área plantada e a produtividade. O departamento também afirmou que explorará o uso de inteligência artificial e aprendizado de máquina.
O anúncio segue-se a reclamações sobre a confiabilidade dos dados do departamento por parte de agricultores, comerciantes de grãos e economistas, após cortes profundos no quadro de funcionários e aumentos sem precedentes entre as estimativas iniciais e finais sobre quantos acres de milho os agricultores dos EUA plantaram e colheram em 2025.
As mudanças na coleta de dados têm como objetivo reduzir a quantidade de informações que o USDA solicita repetidamente aos agricultores, ao mesmo tempo em que melhoram a pontualidade e a precisão de suas estatísticas. O USDA afirmou que também fornecerá aos agricultores mais informações sobre suas metodologias, taxas de resposta às pesquisas e limitações em seus dados.
Grande parte das críticas enfrentadas pelo USDA concentrou-se no Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas, cujos relatórios, acompanhados de perto, podem movimentar os mercados de commodities, afetar os preços que os produtores agrícolas recebem por suas colheitas e influenciar os programas agrícolas federais.
Após a divulgação das estimativas finais de janeiro, os preços dos grãos — já baixos — caíram mais de 5%, em um momento em que os produtores enfrentavam dificuldades para obter lucro.
A viagem de Rollins a Iowa nesta semana ocorre logo após o grupo apartidário de análise eleitoral Cook Political Report ter alterado a recomendação da disputa pelo Senado dos EUA em Iowa de “tendência republicana” para “empate técnico” nesse estado dominado pela agricultura, onde os agricultores têm enfrentado dificuldades com tarifas e com o aumento dos custos do diesel e dos fertilizantes na esteira do conflito entre os EUA, Israel e o Irã. A disputa é amplamente vista como acirrada.
Os democratas, ansiosos por conquistar o controle do Senado dos EUA neste outono, precisam manter todas as suas cadeiras atuais e conquistar mais quatro, sendo que algumas dessas vitórias devem ocorrer em Estados há muito considerados redutos republicanos, como Iowa.
Perguntas frequentes
Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.
- Sobre o que trata “USDA aposta em satélites e IA em dados de safra…”?
- O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) está lançando um projeto-piloto que contará mais fortemente com a tecnologia, como parte de um esforço mais amplo para aprimorar suas estimativas de área plantada e produtividade das…
- Por que Internacional importa agora?
- O tema impacta decisões e debates cotidianos ligados a Internacional. A redação destaca fatos, datas e implicações práticas sem substituir orientação profissional personalizada.
- Quem edita o conteúdo do Estrato Agro?
- A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato Agro, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://agro.estrato.cc/equipe/.
- Quais fontes o Estrato prioriza?
- Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
- Como solicitar correção de uma matéria?
- Envie o pedido pela página de Correções (https://agro.estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://agro.estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
- O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
- Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
- Onde acompanhar a política editorial do Estrato Agro?
- Metodologia, ética e transparência estão em https://agro.estrato.cc/metodologia/, https://agro.estrato.cc/etica-editorial/ e https://agro.estrato.cc/politica-editorial/.
- Como o Estrato trata temas sensíveis (YMYL)?
- Temas que afetam dinheiro, saúde e bem-estar recebem revisão editorial reforçada, disclaimer visível e links para páginas institucionais de metodologia e correções. Portal: https://agro.estrato.cc/