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Vem recorde aí? USDA projeta 186 milhões de t de soja para o Brasil na safra 26/27 e consultoria aponta que custos e preços decisivos

Foto: Pixabay O Brasil deve produzir 186,0 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27, conforme estimativa do Departamento de Agricultura…

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O Brasil deve produzir 186,0 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27, conforme estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Segundo a Scot Consultoria, a projeção mantém o país na liderança mundial e amplia a disputa com os Estados Unidos, cuja produção está estimada em 122,4 milhões de toneladas.

Na safra 2025/26, a produção brasileira foi estimada pela Conab em 180,5 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação ao ciclo anterior. O crescimento foi resultado da expansão de 2,7% da área cultivada e do aumento de 2,5% na produtividade média. Centro-Oeste e Sul concentram 70,8% da produção nacional, com Mato Grosso respondendo por 28,6% do total.

O avanço da soja também ocorre no Norte e Nordeste, especialmente em Tocantins, Maranhão e Bahia, na região do Matopiba. A expansão aumenta a importância de investimentos em armazenagem, rodovias e portos do Arco Norte, já que a infraestrutura logística pode determinar a competitividade da produção brasileira.

Para 2025/26, a Conab estima exportações de 116,2 milhões de toneladas, alta de 7,4%, enquanto o consumo doméstico deve chegar a 65,9 milhões de toneladas. Mesmo com o aumento da produção, os estoques finais estão projetados em 9,2 milhões de toneladas. O mercado também será influenciado pela demanda chinesa, com o USDA estimando importações de 115 milhões de toneladas pela China em 2026/27.

A disputa entre Brasil e Estados Unidos, portanto, não será definida apenas pelo volume produzido. Embora o Brasil tenha vantagem em produção e disponibilidade para exportação, os Estados Unidos contam com menor distância entre áreas produtoras, indústrias e portos, reduzindo custos de transporte.

Para o Brasil, câmbio, demanda, juros, custos logísticos e capacidade de comercialização serão fatores decisivos para transformar a produção recorde em maior competitividade.

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Camila Pacheco

Camila Pacheco

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