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Opep eleva projeção para produção de combustíveis do Brasil em 2026 e 2027

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevou a estimativa de crescimento da produção brasileira de combustíveis líquidos para…

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevou a estimativa de crescimento da produção brasileira de combustíveis líquidos para 2026 e 2027. Para 2026, a projeção de expansão passou de 340 mil para 410 mil barris por dia (bpd), com média prevista de 4,8 milhões de bpd. Para 2027, a entidade manteve o crescimento em 110 mil bpd e revisou a produção média projetada de 4,8 milhões para 4,9 milhões de bpd.

Segundo a Opep, a produção brasileira de petróleo bruto avançou 172 mil bpd em junho na comparação com maio, para uma média de 4,5 milhões de bpd. A produção de líquidos de gás natural subiu 11 mil bpd no período, enquanto a de biocombustíveis, principalmente etanol, permaneceu estável em cerca de 700 mil bpd.

Com esse desempenho, a produção total de combustíveis líquidos do Brasil aumentou aproximadamente 183 mil bpd na margem em junho, alcançando média de 5,3 milhões de bpd. O volume ficou 800 mil bpd acima do registrado no mesmo período de um ano antes.

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A entidade apontou Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina como os principais vetores de crescimento da produção de líquidos neste ano. Ao mesmo tempo, destacou que o avanço de projetos offshore no Brasil ocorre em um ambiente de custos de desenvolvimento mais altos. Na avaliação do grupo, a inflação de custos pode pressionar a economia desses empreendimentos e levar a atrasos nas decisões finais de investimento previstas.

No cenário macroeconômico, a Opep manteve as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2,0% em 2026 e 2,2% em 2027. A organização afirmou que o país segue beneficiado pela agricultura, pelas commodities e por um consumo doméstico resiliente, embora a posição fiscal brasileira tenha se tornado mais desafiadora e exija monitoramento no curto prazo.

A revisão da Opep elevou as expectativas para a produção brasileira de combustíveis líquidos nos próximos dois anos, com estabilidade na produção de biocombustíveis e manutenção da avaliação de que agricultura e commodities seguem entre os fatores de sustentação da economia do país.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mariana Duarte

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