CRIPTOMOEDAS

Novo vazamento da Trezor expõe dados de mais 67 mil clientes de carteiras cripto

Outros 67.000 clientes da Trezor tiveram seus nomes, endereços de e-mail, números de telefone, endereços residenciais e números de pedido…

Outros 67.000 clientes da Trezor tiveram seus nomes, endereços de e-mail, números de telefone, endereços residenciais e números de pedido expostos na violação ocorrida na ShipMonk, empresa responsável pela logística de envio, divulgou nesta sexta-feira a fabricante da carteira de hardware.

Todos os clientes afetados estão nos EUA e realizaram pedidos entre novembro de 2019 e agosto de 2021, o que significa que alguns dos registros expostos datam de quase sete anos atrás. A ShipMonk comunicou a descoberta há dois dias.

A Trezor havia solicitado e recebido, repetidamente, confirmação por escrito de que esses registros haviam sido excluídos — em conformidade com seu contrato e política de dados — e declarou-se decepcionada ao saber que isso não havia ocorrido.

Ao divulgar a violação em agosto, a empresa atribuiu o alcance limitado do incidente a uma política de exclusão de 90 dias, a qual afirmava ter negociado nos termos contratuais com seus parceiros de logística. Essa alegação agora parece consideravelmente mais frágil. O número de afetados saltou de 13.689 para aproximadamente 80.700.

Proprietários de carteiras enfrentam múltiplas ameaças

Os sistemas da própria Trezor não foram invadidos; dispositivos, chaves privadas e backups das carteiras permanecem intactos. O perigo reside no fato de que os registros identificam proprietários confirmados de carteiras de hardware associados a endereços residenciais específicos. Além de e-mails, ligações e cartas fraudulentas, a Trezor alertou os clientes afetados sobre riscos à sua segurança física e reiterou que o backup de uma carteira nunca deve ser compartilhado ou digitado em sites.

Proprietários de carteiras Trezor e de sua concorrente, a Ledger, já vinham recebendo cartas falsas em fevereiro — contendo hologramas, códigos QR e assinaturas forjadas de executivos — que exigiam a ativação de uma verificação de segurança fictícia sob pena de perda de acesso às carteiras.

Na ocasião, o consultor de segurança cibernética David Sehyeon Baek disse ao site Decrypt que uma carta contendo nome e endereço residencial sinaliza “podemos localizá-lo”, e que dados roubados permanecem úteis por anos, visto que as pessoas raramente mudam de casa ou de número de telefone.

A invasão teve origem em uma falha crítica de injeção SQL na ferramenta de análise Metabase, divulgada em 6 de agosto, que permitia a invasores não autenticados roubar credenciais de bancos de dados conectados. A fabricante de notebooks Framework e a plataforma de criação de formulários Tally também foram atingidas pela mesma onda de ataques. Segundo relatos, a ShipMonk recebeu e-mails de extorsão atribuídos ao grupo ShinyHunters, embora essa autoria ainda não tenha sido confirmada.

A Trezor informou que está trabalhando para disponibilizar o quanto antes a opção de entrega anônima — utilizando retirada em armários inteligentes (lockers), embalagem neutra e dados genéricos do remetente —, de modo que os compradores não precisem fornecer seu endereço residencial.

* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.

A porta de entrada para o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, está no MB. É simples, seguro e transparente. Deixe de adiar um investimento com potencial gigantesco. Invista em poucos cliques!

O post Novo vazamento da Trezor expõe dados de mais 67 mil clientes de carteiras cripto apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.

Perguntas frequentes

Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.

Sobre o que trata “Novo vazamento da Trezor expõe dados de mais 67 mil…”?
Outros 67.000 clientes da Trezor tiveram seus nomes, endereços de e-mail, números de telefone, endereços residenciais e números de pedido expostos na violação ocorrida na ShipMonk, empresa responsável pela logística de envio, divulgou nesta sexta-feira a…
O que a matéria explica sobre “Proprietários de carteiras enfrentam múltiplas ameaças”?
Os sistemas da própria Trezor não foram invadidos; dispositivos, chaves privadas e backups das carteiras permanecem intactos. O perigo reside no fato de que os registros identificam proprietários confirmados de carteiras de hardware associados a endereços residenciais específicos. Além de e-mails, ligações…
Por que Criptomoedas importa agora?
O tema impacta decisões e debates cotidianos ligados a Criptomoedas. A redação destaca fatos, datas e implicações práticas sem substituir orientação profissional personalizada.
Quem edita o conteúdo do Estrato Agro?
A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato Agro, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://agro.estrato.cc/equipe/.
Quais fontes o Estrato prioriza?
Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
Como solicitar correção de uma matéria?
Envie o pedido pela página de Correções (https://agro.estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://agro.estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
Onde acompanhar a política editorial do Estrato Agro?
Metodologia, ética e transparência estão em https://agro.estrato.cc/metodologia/, https://agro.estrato.cc/etica-editorial/ e https://agro.estrato.cc/politica-editorial/.
WhatsApp X LinkedIn
Compartilhar: LinkedIn
Camila Pacheco

Camila Pacheco

Camila Pacheco integra a equipe editorial do Estrato Agro, vertical da rede Estrato, na função de Repórter — Estrato Agro. O escopo permanente de cobertura inclui cobertura editorial de Estrato Agro, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

Deixe um comentário