PRODUÇÃO & SAFRAS · PECUÁRIA

Irrigação de pastagens: quando o investimento traz retorno ao pecuarista?

Foto: Reprodução. O novo episódio da série “No Pasto é Mais Barato”, no programa Giro do Boi, trouxe o tema…

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O novo episódio da série “No Pasto é Mais Barato”, no programa Giro do Boi, trouxe o tema da irrigação de pastagens e seu impacto na alta performance forrageira. Com base nas análises dos professores e zootecnistas Janaína Martuscello e Manoel Santos, a produção questiona a ideia de que o pivô central ou a aspersão possam resolver sozinhos os problemas de seca nas pastagens.

Segundo Martuscello, o investimento em irrigação de pastagens só traz retorno financeiro real ao pecuarista quando elimina gargalos produtivos, como no Nordeste, ou é associado a tecnologias como a sobressemeadura no Centro-Sul. Ela afirma que “ligar canhões de água sem planejamento estratégico queima margem de lucro”, uma vez que a planta forrageira depende de fatores climáticos e biológicos.

Confira:

Impacto da irrigação no nordeste

No Nordeste e no Semiárido brasileiro, a irrigação pode entregar 100% de seu potencial biológico, garantindo retorno imediato. Nesses locais, a falta de água é o único fator limitante para a produção de massa foliar. Ao instalar sistemas de irrigação, o produtor pode eliminar esse gargalo e manter uma produção de forragem linear durante todo o ano.

Entretanto, no Centro-Sul, o contexto é diferente. Martuscello destaca que a água não resolve a estacionalidade, pois o crescimento das plantas também depende de temperatura, luminosidade e nutrientes. O uso de irrigação em dias frios e com pouca luz, como em julho, não traz os resultados esperados.

A importância do planejamento estratégico

Para que o investimento em irrigação seja eficaz, Martuscello orienta que o produtor deve considerar a sobressemeadura de espécies adaptadas ao frio, como aveia e azevém, que podem prosperar mesmo em períodos de temperaturas mais baixas. A irrigação, portanto, deve ser vista como uma ferramenta para otimizar o uso do pasto e não como uma solução única.

Além disso, o manejo estratégico, incluindo pastejo rotacionado e adubação, pode resultar em altas taxas de lotação sem a necessidade de grandes investimentos em irrigação. O produtor, segundo os especialistas, deve avaliar cuidadosamente a viabilidade econômica antes de realizar grandes investimentos em equipamentos de irrigação.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “Irrigação de pastagens: quando o investimento traz retorno ao pecuarista?”?
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Mariana Duarte

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